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As melhores práticas do esporte usadas no ambiente de trabalho

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Recentemente fiz uma palestra em um cliente sobre as minhas experiências no esporte e o paralelo que elas teriam com o ambiente de trabalho. Foi uma oportunidade importante de demonstrar como melhorar o ambiente de trabalho usando práticas que são comuns ao esporte.

Nosso objetivo era o engajamento dos times com os OKRs (Objectives and Key Results) da área de vendas. O time de vendas investiu na compra de barras de chocolate belga personalizado com uma mensagem e o logo da empresa. Foi uma experiência muito legal de compartilhar com o grupo, pois, através dos exemplos do esporte, desafiou os colaboradores a pensar como eles poderiam ajudar em estratégias de vendas e incentivo do trabalho em equipe.

Kitado

Agora, pensando em dividir minhas experiências através de um artigo, me pergunto: o que ainda não foi escrito em relação aos bons exemplos do esporte a serem utilizados no ambiente de trabalho? A resposta é simples – os meus exemplos nunca foram publicados.

Aqueles que acompanham um pouco do que publico em redes sociais sabem o quanto gosto e pratico esportes. O esporte sempre fez parte da minha vida. Durante muito tempo o tênis e o surf. Em outro momento, montanhismo, corrida e triátlon. Atualmente eu remo em canoa havaiana. Cada esporte é um aprendizado diferente. Seja na técnica, na musculatura exigida, no conhecimento dos equipamentos envolvidos, trabalho em equipe, técnicos, provas, entre tantas outras coisas.

Fiz uma divisão simples dos quatro principais tópicos que podem fazer a diferença no seu ambiente de trabalho:

1. Visão de grupo/time:

A percepção clara do impacto do meu trabalho nos outros times nem sempre é fácil de ser identificada. Muitas vezes isso só fica claro quando existe uma passagem de atividade entre áreas.

Uma das experiências mais interessantes que participei foi a de travessias de cânions na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Durante a travessias fazíamos diversas descidas de rapel. Cada descida necessita de uma ancoragem do cabo em árvores e se ela for malfeita a vida dos montanhistas estará em risco. Um dos exercícios durante o treinamento, era para que cada um dos participantes fizesse uma ancoragem sozinho, desde a escolha das árvores até a amarração. O montanhista estaria colocando sua vida na mão de outra pessoa. Imagine a vida de vários montanhistas nas suas mãos.

As estatísticas dos acidentes no montanhismo demonstram que a maior parte dos acidentes ocorrem nas atividades mais simples. A falsa segurança de ter realizado a mesma atividade diversas vezes gera a displicência.

Se a vida do seu colega estivesse nas suas mãos, você faria um double check?

2. Planejamento:

O brasileiro não é lembrado pela sua capacidade de planejamento. A fama do famoso “jeitinho” demonstra que partimos muitas vezes direto para a execução sem nos preocuparmos com a fase de afiar bem o machado.

Em março deste ano participei pela segunda vez da prova de canoagem da volta da ilha de Santo Amaro. São 75km de remada em uma canoa havaiana com uma equipe de nove remadores que se revezam de vinte em vinte minutos. São sempre seis remadores na canoa e três na embarcação de apoio. Esta é uma prova muito dura, exige muita resistência e superação, mas o sucesso dela começa MUITO antes da largada.

Nós completamos a prova este ano em um pouco mais de 7 horas. Consegue imaginar o quanto uma equipe de nove remadores mais equipe de apoio irá consumir de bebida e alimentação durante 7 horas no mar? Como será feito o acompanhamento das trocas para saber quem deve sair da canoa e entrar no barco (foram 24 trocas)? Os remadores convidados estão preparados para uma prova dura de resistência? Será que o barco contratado consegue acompanhar esta escala de trocas? Todos os remadores e equipe de apoio tomaram medicamento para não enjoar?

Estas e mais outras dezenas de perguntas foram feitas e refeitas para garantir que a canoa Aloha Spirit largasse e voltasse em segurança. A foto do post é da largada da prova e a nossa equipe está de camisa vermelha com colete azul.

Você faz o devido investimento no planejamento ou coloca as fichas mais na execução?

Existe um provérbio alemão que diz o seguinte – “O diabo mora nos detalhes”.

3. Medo:

No ambiente de trabalho o único medo mais aparente é aquele de perder o emprego ou lembrar do incêndio quanto fazem a simulação que você é obrigado a sair do prédio. O medo pode ser caracterizado como uma sensação negativa, uma visão pejorativa de um estado do ser humano.

O fato de praticar esportes como surf e a canoagem oceânica pode passar a impressão de que eu não tenho medo do mar. Tenho medo sim. O estado de alerta que ele proporciona me ajuda a sempre fazer uma revisão dos equipamentos, verificar se estou levando o colete e se não existe chance de mudar o tempo e entrar um vento forte.

O medo de perder uma concorrência em um cliente faz você se preparar melhor?

4. Vontade de vencer:

Pode parecer uma pergunta idiota, mas experimente perguntar ao seu time quem deseja vencer. Irá se surpreender com as respostas e com as diferentes ênfases de vontade em cada um.

Estou participando do campeonato brasileiro de canoagem em uma equipe supermaster. São três provas durante o ano e a última será em setembro. Nossa equipe está em segundo lugar disputando uma vaga para o sul-americano que será disputado no Peru em novembro. Lendo o relato neste parágrafo pode parecer que a equipe já nasceu com uma vontade enorme de vencer. Não foi bem assim. Antes da largada da primeira prova este ano existia uma vontade no ar de terminar a prova ou somente completar o percurso. Os atletas com vontade e garra para buscar uma vitória ajudaram a contagiar os outros. Isso foi fundamental para entrarmos na competição determinados.

Quanto você está deixando que o seu time se motive por conta própria?
Você tem sido um exemplo de motivação e vontade de vencer?

Marcos Mylius

Marcos Mylius

Mais de 25 anos de carreira na área de Vendas em empresas líderes da indústria de Tecnologia da Informação como Microsoft, IBM, Oracle, SAP, TOTVS e Resultados Digitais. Especialista em vendas complexas para empresas (B2B - Business to Business). Sou um apaixonado pelo conteúdo de vendas, geração de valor e Social Selling.

Marcos Mylius

Marcos Mylius

Mais de 25 anos de carreira na área de Vendas em empresas líderes da indústria de Tecnologia da Informação como Microsoft, IBM, Oracle, SAP, TOTVS e Resultados Digitais. Especialista em vendas complexas para empresas (B2B - Business to Business). Sou um apaixonado pelo conteúdo de vendas, geração de valor e Social Selling.

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Marcos Mylius

Escritor, Instrutor, Palestrante Especialista em Vendas B2B

SOCIAL SELLING 4.0

Avaliação 5 Estrelas na Amazon

SALES COACHING B2B

PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

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